domingo, 27 de fevereiro de 2011

Retrospectiva profissional

Minha recente e provavelmente definitiva mudança de emprego, combinada ccom o fato de esse novo emprego estar localizado no centro, onde estão trabalhando ainda meus ex colegas-inimigos do banco, rs, juntando com a saudade que as vezes me bate dos colegas-amigos da CVM, me deixou um tanto reflexiva com relação à minha vida prrofissional nos últimos dias.
Não só o que ganhamos no trabalho, mas também o que vivemos lá, creio eu, determina o ânimo que teremos nos outros setores da nossa vida. Com o salário podemos comprar conforto, luxo, comodidade, cultura, sonhos. Com o trabalho em si podemos ser estressados ou realizados. E, o mais importante de tudo, com os colegas podemos construir um ambiente motivador ou pesado.
Comecei a trabalhar tarde e a contra-gosto do meu pai. Comeecei tarde demais, a meu ver... Sofri bem mais do que deveria ter sofrido no meu primeiro emprego porque não era eemocionalmente madura para ele. Comecei de coração aberto (escancarado, na verdade), como não se deve começar, e acabei com ele todo magoado, como não precisava acabar. Tratei meu primeiro emprego como se fosse a minha vida pessoal, enxerguei o lugar onde trabalhava como se fosse a minha casa e os colegas como se fossem meus amigos, e sofri quando descobri que não era nada daquilo, que havia mentira, que havia fofoca, que havia puxação de saco e de tapete para ter cargo, para ser a mais bonita ou para nada, só por maldade mesmo.
Assim como fui imatura no meu amor inicial, fui no meu ódio final. A feiura de tudo o que eu via me fez ver a feiura nas minhas reações também. Mas ao menos essa passionalidade que sempre me guia (e que eu não sei se continua aqui por falta de maturidade) me fez querer esfregar na cara do meu chefe que eu podia ter algo melhor e me deu ãnimo para atirar para todos os lados, público e privado, até que consegui sair, por cima e no momento certo
Aí veio a CVM, que foi a bonança após a tempestade... Um lugar que me fez sentir totalmente o oposto do que eu sentira no banco, que me fez recuperar a auto estima e a "fé" nas pessoas. Mas aí já era tarde, eu já havia enveredado pelo caminho sem volta do maravilhoso mundo dos concursos, me ouriçava toda quando via um edital e não resistia à coceira de fazer uma inscrição, precisava continuar minha saga nerd de concurseira. Acabei saindo da CVM quando ainda estava em lua de mel, rs.
Agora no emprego novo ainda me sinto meio perdida em termos profissionais e ainda preciso me achar em termos pessoais. É difícil sair de um lugar onde se tinha mais amigos do que colegas e estar num lugar onde se tem mais colegas do que amigos.
Sei que é questão de tempo para eu aprender quais são os serviços e quem são as pessoas. Já havia me sentido assim no comecinho da CVM...
Apesar da sensação de dever cumprido para comigo mesma, tudo ainda me parece tão irreal... Foram muitas mudanças em um lapso até que pequeno de tempo...  nem 5 anos do começo da Bosta Caixa até a Susep... Bom, ou isso, ou eu sou emocionalmente lerda mesmo... Mas a verdade é que eu ainda me sinto meio entorpecida... Para os que são pelo menos balsaquianos como eu, posso dizer que "a ficha ainda não caiu".
Bom, ao menos aprendi que tudo é questão de tempo, mesmo que a sensação de passagem do tempo seja algo bastante relativo, e tudo que é ruim passa. Já o que é importante fica. Brega, eu sei.
Quando saí da CVM chorei de tristeza, por causa dos amigos. Quando saí do banco, chorei de alívio, apesar dos amigos. Situações ccompletamente distintas, mas com algo em comum: amigos.
Isso mostra que vale a pena viver tudo que se vive. Não só porque se aprende, mas porque ao longo do caminho se encontra pessoas incríveis, mesmo em lugares inóspitos (como o banco, rs), ex colegas que serão eternos amigos. Brega, eu sei II.
E, apesar de ter passado um tempo no inferno (banco), nem sei dizer se foi tanto tempo assim para já merecer o céu, já que devo lhes confessar que, além da atual sensação de ainda não ter encontrado meu lugar no emprego novo e de saudade as vezes do emprego velho, conservo uma certa sedezinha de vingança do primeiro emprego e diariamente tenho a espectativa de reencontrar meu ex chefe endiabrado só para ironicamente o agradecer por tudo. "Foi bom o mal que você me fez". E de fato foi.
Acho que isso mostra que eu não sou uma pessoa muito evoluida, rs. Ou prova a minha tese inicial de que o trabalho tem sim muita influência sobre nossos sentimentos e nossa vida.
As pessoas querem sempre estar mais bonitas, mais magras, mais arrumadas e se sentindo por cima quando enccontram ex namorados, ex maridos, ex "colegas" e ex chefes!
Faz muito bem o orgulho em encabeçar a lista dos sete pecados capitais!
E o meu outro pecado certamente é a gula, rs.