terça-feira, 19 de julho de 2011

Homer Simpson tem razão!

Entrando numa fria é nome de filme, mas o filme que vi hoje poderia muito bem se chamar Entrando numa cilada, que seria para fazer alusão ao gênero comédia americana, deixando bem claro que consistiria num apanhado de piadinhas sexuais toscas quase que escatológicas... Cilada.com fez mesmo jus ao nome! Aliás ao nome e aos próprios versos de Gabriel o Pensador na trilha sonora comum ao filme e ao programa - "só pode ser cilada"
Nos primeiros minutos e nas primeiras piadas da película já me lembrei das sábias palavras de Homer em Simpsons, o Filme: "Não acredito que pagamos para ver uma coisa que passa na TV de graça! Querem saber de uma coisa? Todo mundo nesse cinema é muito otário!  Principalmente você!" Até visualizei o amarelo gorducho apontando o dedo pra mim!
E ele tem razão. A partir de uma série histórica de programas humorísticos de TV relativamente engraçadinhos que foram convertidos em ffilme podemos concluir que a probabilidade de tal conversão resultar em algo igualmente divertido é estatísticamente nula! O filme de Casseta e Planeta foi uma desgraça, o da Grande Família uma chatice, Os Normais até que acertou no primeiro, mas descambou no segundo...
Enfim, talvez seja mais fácil fazer pequenos quadros de assuntos engraçadinhos, pois não dá tempo de querer se aprofundar muito no tema e exagerar nas piadas...  Realmente deve ser complicado conseguir fazer mais de 100 minutos consecutivos de piadas boas sobre um mesmo assunto.
Mas o que se viu ali, a meu ver, foi mais do que isso; foi quase uma descaracterização do programa. Não que eu seja telespectadora assídua do senhor Bruno Mazzeo, mas de vez em quando vejo alguns episódios no Multishow e o filme não me pareceu seguir a linha de nenhum dos que vi. Além de no filme não haver nem a participação das personagens do motoboy e do psicanalista comentando as situações e nem o recurso de simular vários finais para um mesmo "dilema", as piadas também foram menos inteligentes e mais obscenas. E obscenas de um jeito mais pra vulgar que para engraçado.
para merecer com honraria o rótulo de "comédia estilinho American Pie e afins" só faltou mesmo fazer piada com excrementos humanos! E acho que foi por pouco, pois lá pelas tantas do filme teve uma cena que muito me lembrou uma outra bem nojenta (que alguns consideram engraçada) do fraquinho Quem vai ficar com Mary... A cena do "gelzinho especial" no cabelo, para ser mais específica e ficar enjoada... argh!
E a analogia com Quem Vai Ficar Com Mary vai além da ejaculação, afinal ambos os filmes - a rigor e em essência - falam de amor! É, pois é, amor! Era para ser comédia e acho que era para ser romântica, já que o grande conflito do filme se encerra com um desfecho bem piegas com demonstrações públicas exageradas de amor, bem do jeitinho que acontece nas comédias românticas... Especialmente nas americanas, aliás.
Enfim, para quem gosta de filme com piadas quase "de caminhoneiro" sobre sexo e com conflito tão profundo de questões amorosas que se resolve com as palavras mágicas "eu te amo" pode ser um bom filme, rs.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Meia Noite em Paris

Não, não é um post retardatário sobre minha viagem. Estamos falando aqui do novo filme de Woody Alen, que se encontra em cartaz e que assisti ontem.
Sei que muita gente tem um certo preconceito com o Woody... Na verdade, pode ser um pós conceito mesmo, já que muitos dos filmes dele são carregados de diálogos e mais diálogos que parecem intermináveis... Especialmente quando o próprio Alen atua... Daí às vezes é quase que um monólogo enfadonho, rs.
Nos últimos tempos parece-me que Woody Alen tem feito filmes menos inovadores no que tange ao tema central em discussão, como me parece ser o caso de Vicky Cristina Barcelona, que para mim é um filme que trata de um tema bem batido e que por isso é indiferente assistir ou não. Mas, por outro lado, os filmes têm ficado menos cansativos em termos de diálogo também.
Não sei qual a relação entre causa e consequência entre as duas coisas, mas agora podemos assistir um filme de Woody Alen, que creeio eu ser encaixável na categoria "cult", nas salas de cinema com aroma de pipoca e chão amanteigado do Cinemark! E, convenhamos, um Woody Alen, mesmo que mediano, acrescenta mais á nossa capacidade de reflexão sobre o mundo e a vida do que um monte da sucessos de bilheteria em cartaz.
Embora eu não conheça toda sua cinegrafia, creio poder dizer com certa convicção que os filmes de Aleen não seguem um mesmo esquema sempre... Como fazer alguma analogia aentre as trashíssimas cenas de "Tudo o que você sempre uis saber sobre sexo mas tinha medo de perguntar" e o suspense "Match Point"? Talvez o mais seguro a dizer seja que a maioria dos filmes dele traz o humor em alguma medida.
Parece-me que ultimamente o humor vem em forma mais sutil e comedida, acompanhado de alguma reflexão sobre o relacionamento entre as pessoas, especialmente o amoroso, claro (e talvez por isso esteja em cartaz no Cinemark). "Tudo Pode Dar Certo" foi assim e não é diferente agora com "Meia Noite em Paris".
Confesso que gostei mais desse último; e não apenas porque senti algo que nunca imaginei que sentiria vendo um filme: nostalgia ao ver um lindo lugar típico de cena de cinema, por já ter ido lá e saber que de fato é assim lindo mesmo! (Suspirei de saudade boa... )
O que gostei no filme é que,o conflito amoroso - meio raso e lugar comum até, já que a noiva do cara era a personificação da futilidade, justificando a indecisão do "mocinho" à beira do altar -, pelo menos no meu entender, era só o pano de fundo para uma outra discussão. Não que essa outra discussão tenha uma pauta super surpreendente; convida a  uma reflexão sobre a nostalgia alimentada pela romantização do passado. Sabe aquele provérbio (já que eu gosto deles, rs) "A grama do vizinho sempre parece mais verde"? Nesse contexto a grama é uma época anterior à nossa.
O interessante é como a trama é conduzida, de forma leve e divertida, com um pano de fundo lindo (Paris) e uma história fantasiosa com personagens que dificilmente são conhecidos de quem não é tão "velho" e ou não tão culto, como foi o meu caso, rs.
Entretanto, embora no momento do filme não tenha entendido algumas referências - por falta de conhecimentos mesmo -, isso não prejudicou o entendimento do filme e me convidou a aprender mais. Saí com uma impressão tão boa do filme que fui impulsionada a ir na internet pesquisar todas as referências nele citadas.
E assim aprendi quem era a "Geração Perdida" da década de 20 (personagens do filme e na vida real grupo de artistas de uma época) e até descobri que uma música que eu jurava que era do Chico Buarque (Façamos - Vamos Amar) na verdade é uma versão para uma música antiga de um senhor norte-americano chamado Cole Porter (Let's Do It), pertencente à tal Lost Generation, juntamente com Dali e mais vários outros escritores, pintores, compositores e diretores.
Graças ao filme tomei conhecimento também da existência de um tal cineasta Luis Buñuel e do cinema surrealista da década de 20. Pronto, agora tenho mais uns 10 filmes na minha lista de filmes para ver antes de morrer... Espero ter vida longa!
Enfim, a minha experiênccia com o filme foi ótima e ecoou para além dos 100 minutos de duração da película, por isso resolvi compartilahr. Certamente acrescentou-me mais do que X-Men acrescentaria... Eu jamais teria descoberto oa influência do surrealismo no cinema, embora asd super produções sejam sempre carregadas de muitas cenas surreais!

domingo, 3 de julho de 2011

A Última Bolacha do Pacote

Sabadão de noite e eu aqui em casa, desocupada, então, como diz o ditado, "cabeça vazia é oficina do diabo", ponho-me a pensar em o que de interessante fazer na net... Pirmeira coisa é olhar o Facebook, afinal eu, que tanto o odiava, devido ao apego ao Orkut, acabei cedendo ao apelo da sociedade e agora estou completamente fanática! "Água mole em pedra dura, tanto bate, até que fura".
Mas, como é sabadão, não há quase ninguém online. E quem na net está me vem perguntar o que uma moça solteira e bonita (?) que mora em Sampa faz em casa num sábado a noite...  Pois é, o que faria eu em casa e na net? Postar no blog, claro!!!! Mas postar sobre o quê??? Não há nada o que se dizer sobre estar em casa num sábado à noite... Bom, talvez reclamar da programação da TV...
Daí fiquei pensando sobre tudo o que já escrevi por aqui e então percebi que quase sempre me valho de algum dito popular. Muitas vezes não sei nem se os utilizo em contexto apropriado... Mas garanto a voces que reflito muito e profundamente sobre o significado de cada um deles. O problema é que, quando filosófo sobre eles, é comum chegar a uma lógica de significado completamente diferente da convencionada.
Um típico exemplo disso é a expressão "se acha a última bolacha do pacote", que é usada para descrever pessoas que estão se achando irresistíveis. Por que ser a última bolacha seria assim tão bom? Para mim, isso nunca fez sentido! A última bolacha é a que sobrou!!! A que ficou por lá sabe-se por quanto tempo e que talvez até já esteja murcha... Veio um fulano esfomeado e foi detonando o pacote de bolacha até que teve sua fome saciada e parou de comer. Portanto, a última bolacha do pacote é a que foi rejeitada! A que não foi comida por ninguém, porque o fulano não estava suficientemente desesperado de fome para a comer! E, tendo a questão da fome sido resolvida, se somente a gula não foi suficiente para estimular o ser a comer a bolacha, é porque ela não era tão gostosa assim afinal!
Bom mesmo é ser a primeira bolacha do pacote, que é a primeira a ser comida, que é aquela que ainda está novinha e crocante; aquela que tem seu sabor "superlatado" pela fome do degustador e então, por razão temporal, sempre será mais gostosa que todas as seguintes!
Pode-se até dizer que o grau de gostosura da bolacha na avaliação do degustador é decrescente à medida que decresce a fome do mesmo, sendo, portanto, menos gostosa a bolacha quanto mais próxima ela está do final do pacote e maior, pois, sua probabilidade de sobrar!
Vixe, era só o que me faltava: ficar num sábado á noite construindo uma função para avaliar a variação da gostosura de uma bolacha conforme sua localização no pacote!
O problema é que, esquivando meu pensamento do lado racional de economista e seus embasamentos matemáticos, começo a ser tomada pelo lado mais sociológico e me ponho a pensar em coisas mais abstratas e transcedentais, como que talvez a vida seja o pacote e nós sejamos as bolachas. E, neste caso, estando eu num sábado a noite em casa, talvez seja eu uma das últimas bolachas do pacote... rs. E o pior, serei eu a última bolacha do pacote sob o meu ponto de vista de interpretação! E isso é muito deprimente, rs.
Ok, bem que disseram que bolacha não é algo muito saudável... Melhor eu ir assistir TV!

P.S. Antes que alguém resolva me consolar nos comentários, quero deixar bem claro que esse post não é sério! Sério! Eu não me acho a última bolacha do pacote, nem num sentido, nem noutro. Estou lá pela metadinha da embalagem... Ainda conservo certa crocância... E quiçá nenhuma gordura trans!