Semana passada estive
em Porto Alegre, em viagem de trabalho. Comi muita carne vermelha
sangrenta, tomei muito suco de uva e, bah, como ouvi aquele adorável
sotaque da gurizada gaucha!!! Mas nem toda picanha mugindo do Rio
Grande do Sul me traria satisfação suficiente a ponto de me fazer
esquecer da decepção que lá tive.
Bem dizem que a
ignorância é uma benção! Até quando deixei de ignorar o fato de que
na semana anterior à minha visita à POA havia ocorrido lá uma
grande feira de calçados eu era completamente feliz. Depois daquela
descoberta não fui mais a mesma... Tive até ganas de começar a
tomar aquele outro suco de uva gaucho, o com álcool!
Sei que os possíveis
leitores do sexo masculino, ao menos aqueles que não forem
homossexuais, jamais conseguirão conceber as causas e razões de
tamanho desapontamento, uma vez que loja de calçados há em todos os
lugares e que afinal eu nem preciso de tantos sapatos assim já que só tenho dois pés...
Mas, se pararem para
analisar a situação de forma mais atenta, pensarão que sim, de
fato há lojas de calçados em qualquer lugar e perceberão também
que, em qualquer que seja este lugar, haverá mulheres enlouquecidas
atacando as estantes de produtos ou ao menos devaneando na frente das
vitrines; qualquer mulher e em todo lugar.
Quando fico triste,
torno-me também reflexiva e, meditando sobre tão relevante questão,
percebi que o fanatismo das mulheres por sapatos é quase uma verdade
universal, uma certeza absoluta num mundo tão cheio de dúvidas, um
pressuposto de se ser mulher.
Claro que não tenho
dados estatísticos, pois desconheço qualquer pesquisa a respeito,
porém me arrisco a dizer que 9 em cada 10 mulheres não consegue
passar incólume à vitrine de uma loja de calçados! E isso, meus
senhores, é curioso. Tão curioso que deveriam existir estudos na
área da psicologia a respeito!
A que tipo de
qualidades ou poderes as mulheres associam os sapatos que usam? Por
que eles são tão importantes para sua imagem?
Já ouvi dizer da
importãncia dos calçados para os dentistas. Não, não dos seus
próprios, e sim dos de seus pacientes. Segundo uma amiga que já foi
dentista, sua classe de colegas precifica o serviço conforme o
sapato que o paciente usa. Para os dentistas, a análise do sapato é
uma forma de auferir o poder aquisitivo da pessoa.
Portanto, meninas, só
chinelinho para ir ao onsultório, hein! E que não seja Havaianas,
porque agora Havaianas ficou chique! E pensar que “na minha época”
- de criança – Havaianas era tão considerado brega e de pobre que
carinhosamente chamado de “abaianas”; chique menos era Rider!
Bom, voltando ao tema,
digo-lhes que considero de grande importãncia o investimento em
estudos num novo campo da psicologia para descobrir quais emoções
profundas na alma (ou melhor, na psiquê) feminina estariam
associadas à imagem de um belo par de sapatos.
Se fosse questão de
mera futilidade, poderiam ser roupas, lingeries, bijouterias ou
bolsas – e de fato existem algumas bolsomaníacas -, mas os sapatos
exercem sobre a grande maioria das mulheres um facínio especial...
Quem sabe entendendo
isso, seria possível aos homens compreender um pouco mais as
mulheres...
Confesso que nem mesmo
eu compreendo. Eu lhes diria que preciso de tantos sapatos diferentes
para poderem combinar com diferentes bolsas, cintos, roupas, brincos.
Esta é a minha explicação consciente para o caso. Mas as razões
inconscientes e subjacentes eu desconheço. E não sei se Freud
explica.
O que sei é que este
post está ficando pior do que aquele da última bolacha do pacote.
Mas entendam minha situação: hoje é segunda véspera de feriado,
chove, faz frio e, no entanto, estou eu cá trabalhando! Ou, melhor
dizendo, estou eu cá no trabalho, tentando trabalhar enquanto
embaixo da minha janela acontece um show da CUT!
O som está tão alto
que em alguns momentos os vidros da janela vibram... Bom, ou é isso
ou é só o vento frio mesmo... Enfim, estou quase morrendo congelada
ao som de axé, pagode, sertanejo e afins.
Antes que meu cérebro
atrofiasse, fosse pelo frio ou pela influência musical, e antes que
eu morresse de frio (imaginem só que tragédia a última coisa a se
ouvir antes de se morrer ser Michel Teló!), decidi escrever algo
para o blog, o qual andava jogado às traças... Mas confesso que este não seria um bom legado!
É, acho que vou trocar
minha tara por sapatos por mania de tampões de orelha... Comprarei
de todos estilos e cores!!!
Bom, agora que já trabalhei quase nada e escrevi um post super ruim, acho que
posso ir embora para casa com a sensação de... Dever cumprido? Não.
De dia comprido!!!!
Ah, sim, em tempo:
chove lá fora; ainda bem que estou com a minha bota nova que comprei
em Porto Alegre!