sexta-feira, 27 de maio de 2011

Adorável Psicose: Episódio 4 - A napolitana

Adorável Psicose: Episódio 4 - A napolitana: "Parte 1 Parte 2"

Detesto arte moderna. E detesto aquela gente que fica horas parada em frente a um quadro totalmente abstrato criando um milhão e meio de teorias a respeito da emoção sentida pelo pintor ou da sensação que ambicionava passar ao rabiscar aquela tela.
Nem com pintura clássica dá para advinhar o que exatamente se passava na cabeça (ou no coração) do artista. Claro que nesse caso, com figuras completamente discerníveis, fica mais fácil de imaginar... Mas a verdade é que tudo não passa de suposição. O sentimento ao certo e na íntegra nunca poderá ser decifrado. E, se foi, você nunca terá certeza de que o decifrou.
Cada um vê e entende uma mesma imagem de sua própria forma, inspirado por tantas outras coisas que já viu, viveu, interpretou e cuja interpretação guardou como algum tipo de memória.
Aparentemente esse meu papo lariquento não tem nada a ver com o vídeo postado... Mas eu garanto que tem. Ah, se tem.
O episódio que aqui postei foi puxado de outro blog, chamado Adorável Psicose, o qual descobri pelo Facebook e achei bem divertido. Ele me lembrou tantas mulheres que conheço e tantas conversas que já ouvi... Acho que nós mulheres somos todas mais ou menos psicóticas... Ou somos, ou ficamos, de tanto, tal qual aquele pessoal intelectual que citei no primeiro parágrafo,  tentar descobrir o sentido oculto de um monte de borrões em tela...
Passamos muito tempo, aliás, perdemos muito tempo tentando interpretar cada palavra (e cada não palavra por trás do que foi dito). Não basta simplesmente olhar para o quadro e ver que sensação despeta na gente. Não. Queremos saber que sensação a pessoa sentia quando o pintou, o que ela quis dizer com aquela pintura, que sensação a pintura sente quando olha pra gente, rs.
De que adianta então tanto discurso ou tantas perguntas?
Deixemos de fingir que entendemos os quadros de arte moderna.
E - mulheres - deixemos de tentar entender tudo que se diz ou que se cala.
Deixemos de ser psicóticas!


quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Banda Mais Bonita de que Cidade???

Enfim volto a este blog! E volto como críticca musical.
Depois do bafafá no Facebook gerado pelo churrascão da gente diferenciada, a brigaiada no Twitter por causa da piadinha infame do Gentili sobre os judeus e o trem, agora temos mais uma prova de que está mesmo todo mundo "causando" na internet. É a canção da tal Banda Mais Bonita da Cidade, chamada Oração, que estourou no YouTube e já inspirou milhares de sátiras na web.
Nos países muçulmanos a internet tem promovido levantes. No Brasil tem promovido humor... Rs.
Hoje de tarde li a letra da música. Achei um amontoado de rimas pobres, aliás, miseráveis... Bom, amontoado não, que afinal de contas não são tantos versos assim. Na verdade, são meia dúzia de versos repetidos duzentas vezes...
Agora de noite ouvi a música e vi o vídeo. A presença do som já melhora um pouquinho nosso ânimo quanto à canção... Afinal sejamos compreensivos:  não é toda letra que é tão poesia a ponto de ser perfeitamente apreciável quando apartada da música...
O vídeo então acaba deixando a coisa até simpática: um monte de jovens se divertindo no que parece ser uma república. O vídeo é a coisa mais bacaninha da canção! Aliás, é a única coisa de fato bacaninha! O detalhe é que a única coisa genuinamente bacaninha parece não ser tão genuina assim...  A idéia saiu de um clipe de uma tal banda chamada Beirut, que eu não sei se é a mais bonita da sua cidade - ou a mais gostosa, pois nunca a vi na vida.
O fato é que não há rítimo animadinho e nem clipe simpatiquinho que impeça o cansaço após ouvir um zilhão de vezes oss mesmos versos... Parece que a música leva uma hora pra acabar! Só não consegue, é claro, ser mais chata que Florentina de Jesus!
Se bem que, embora alguém gostar da música Florentina de Jesus não fizesse sentido algum, pelo menos o verso fazia sentido em si... Já quanto á Oração não sei dizer ao certo... Talvez houvesse plantação de maconha em algum armário daqueela república, pois ainda me perrgunto como e por quê caberia uma penteadeira dentro de um coração!!!
Para mim só uma linha da letra faz sentido: a do título! Oração: coisa que as pessoas repetem indefinidamente sem o menor sentido! E não, não estou dizendo que as orações não têm sentido - nem mesmo estou dizendo que essa canção não o tenha. O que quero dizer é que as pessoas repetem o que aprendem sem pararem para refletir sobre os sentidos daquelas palavras.
Bom, nem sei se foi a idéia da banda chamando a música de Oração remeter á idéia (de fato totalmente presente na letra, rs) de repetição...E se foi, certamente foi pensando no sentido positivo do term: repetir várias vezes um verso simbólico, um pedido, algo que faz se sentir bem, sei lá. Sentido para as coisas cada um encontra o seu. Eu encontrei o que mais combinou com a minha personalidade irônico-herege para criticar a música do momento. Fale bem ou fale mal, tem que se falar dela!
E eu, apesar de agnóstica assumida, só posso me valer do provérbio "quanto mais eu rezo, mais assombração aparece" para descrever o meu estado de espírito com relação à indústria fonográfica brasileira.
Pelo menos nesse clipe as pessoas estão vestidas!!! E não fazem movimentos de ginástica tântrica! É uma evolução!!! Isso até surgir alguma paródia em versão funk como "A Bunda Mais Bonita da Cidade"!!!