quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Argentinos Abutres, digo, Abutres argentino!

Gente, constatei que as pessoas nesse mundo estão todas completamente loucas e escrevem na internet coisas sem sentido... Exceto eu, claro, rs.
Tudo começou ontem de tarde, quando a monotonia do trabalho me despertou uma vontade absurda de ir ao cinema. Então me vali do Google para achar algum site que trouxesse informações sobre filmes em cartaz e suas programações. A diversão já começou aí!
Voces já viram as sinopses de filme no site do Guia Folha? Ao que parece, eles fazem um resumo de algum já resumo, pegando a primeira e a última frase apenas. Ah, estão me achando cricri demais? Pois vejam o resumo de um filme chamado A Ávore: "Na Austrália, a morte brutal de um homem deixa uma família totalmente devastada. Para continuar a viver, cada um reage a sua maneira. Até que a natureza invade a vida da família" Que tal?
O site não me serviu para decidir que filme ver, mas para dar algumas risadas. O pior de tudo é que acabei a noite assistindo um dos filmes dos quais eu havia rido do resumo. Bem dizem que, quem ri por último, ri melhor.
O filme em questão é o Abutres, argentino indicado pelos los hermanos a concorrer no próximo Oscar. Como eu quis dar uma de intelectual, cult, descolada e refinada ao mesmo tempo, fugindo do esquemão Harry Potter - Nárnia -Tron no Cinemark, fui parar no HSBC vendo la pelicula arriba mencionada.
O próprio resumo do Guia Folha de Abutres já tinha chamado minha atenção e voces certamente entenderão o porquê: "As histórias de um advogado que se aproveita das indenizações pagas a vítimas de acidentes de trânsito e a de uma jovem médica se cruzam durante uma ocorrência". É, pois é, sou workaholic até na hora de escolher o filme de depois do expediente, rs.
Claro que não foi esse resumo mega resumido que me conquistou. Depois do site do Guia Folha, fiz mais pesquisas na net, descobrindo que o tal Abutres era indicação da Argentina ao Oscar. Não que possamos considerar o Oscar um selo de qualidade, porém, pensei cá com meus botões que o filme deveria ser bom, já que cada país indica o que produz de melhor para concorrer ao Oscar. É importante ressaltar que quando tal raciocínio me veio a mente, ele foi logo refutado pela minha intuição (ou bom senso), que gritava: não, não, o Brasil indicou "Lula – o Filho... do Brasil"! Mesmo assim eu fui teimosa.
Hoje, lendo as críticas na internet sobre o filme que vi, penso cá comigo que só existem duas possibilidades e só uma delas pode ser verdadeira:  ou as pesssoas estão completamente malucas e escrevem atrocidades por aí, ou eu preciso parar de ser metida a besta, aceitar que não entendo nada de cinema e me contentar com o Cinemarkão!
Não vou ficar esmiuçando toda história do filme aqui, pois acho que cada um deve ver e tirar suas próprias conclusões. Entretanto, em minha humilde opinião (resumida no mesmo estilo  Guia Folha, para evitar falar demais), o filme fica meio morto, paradão, até lá pela metade, quando enfim parece que você começa a assistir um outro filme, bem violento, que culmina com um final dramático, tão dramático, mas tão dramático, que ficou até cômico.
Bom, agora que mostrei que a Loira também é cultura, escrevendo meu primeiro post de crítica cinematográfica, deixo voces com os links abaixo, para provar que, além de culta, eu também só falo a verdade!

Guia Folha:

Crítica (elogiosa) do filme Abutres:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Post dedicado a uma amiga

Alguns amigos sugeriram que eu fizesse um blog.
Uma outra amiga, tomamndo conhecimento do blog, me pediu para fazer um post para ela, rs.
O problema é que ela me pediu anonimato. Fica meio difícil descrever alguém tão exclusivo conservando o mistério da coisa. O único jeito é falar da amizade de modo genérico... Só que post sério e romântico, com definições universais incontextáveis sobre a amizade, com fotos de paisagem, de neném, de bichinho, e "Canção da América" ao fundo não combina muito comigo. E também não deve combinar muito com meus amigos...
Bom, talvez até combine com alguns deles, já que a amizade não implica a uniformidade completa de visões de mundo e de gostos (afinal gosto não se discute... se lamenta, rs). Mas, contemplando a amizade a compaixão e a compreensão, esses amigos entenderão que não dá para esperar coisas (aparentemente) muito profundas, sérias ou melosas - que eu chamaria de melecosas - de mim.
Acho que de mim é melhor esperar um post que inevitavelmente descambará, se não para o humor descarado, escorregando as vezes até em alguma piaidnha politicamente incorreta, pelo menos algo cínico e irônico.
E sei que isso combina com meus amigos também. Embora cada um tenha suas peculiaridades, são comuns a todos o senso de humor e a inteligência tanto para proferir quanto para apreciar certas piadas.
Aliás, foi justamente nesse contexto que a minha amiga querida e pidona veio com a idéia do post dedicatório anônimo... Estávamos tendo uma conversa que deveria ser triste, sobre um assunto que deveria ser sério, e que desbundou para deboche e gargalhadas.
No pico da overdose de endorfina e serotonina ocorreu o auge de nossa criatividade, quando intitulamos nossas conversas de "Depressivo-Depravadas", título que, assim como o deste blog, é composto por duas palavras que são, se não exatamente contraditórias, ao menos sem correlação aparente para serem usadas assim juntas.
Mas entre amigos as palavras mais sem sentido criam sentido juntas; as menores observações viram as teorias mais profundas e estrambólicas e as conversas mais deprimidas ficam cômicas, os choros são aos poucos substituídos pelas gargalhas... Tudo fica melhor e mais divertido, até as desgraças! Amigo, meus amigos, dá mais barato do que droga, rs.
Por isso dedico este post à minha amiga anônima em questão e a todos os meus amigos, que tanto me inebriam e entontecem!
A vida não teria a mesma graça sem voces.  Aliás, não teria a menor graça, rs.
Graças a nossa amizade, consigo rir das minhas desgraças e, o melhor, posso rir das de voces!
Obrigada por tudo!
]
E principlamente obrigada por lerem esse post... rs.

P.S. Aos racionais rigorosos de plantão informo que o "tão" utilizado em "tão exclusiva" foi apenas uma licença poética. Sim, eu sei que exclusivo precedido de tão, muito ou pouco é tão sem sentido quanto idêntico precedido de quase, muito, pouco, etc.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Se eu fosse homem, seria gay!

Ok, eu disse que recapitularia textos antigos. Pois lá vai um, escrito há alguns meses, quando eu estava estressada de ser "obrigada" por algumas amigas a tentar entender e explicar os homens e o que eles querem... Logo eu, que não entendo nem a mim!
Fato é que traí a "espécie"feminina radicalizando no desabafo abaixo. Posso até ser publicamente achincalhada pela mulherada, mesmo proque a coisa ficou um tanto sem nível, mas que ficou engraçadinho, ficou. (Eu sou desagradável, rs).


Dúvidas nunca tive quanto às minhas preferências sexuais, mas agora o que tenho é cada vez mais certeza delas. Certeza de que fiz a escolha certa, se é que isso se trata de escolha. Eu sou mulher, e daquelas que sempre se avocou feminista e sempre chamou homens muito salientes de cachorros e homens tímidos de bananas. Disso não me envergonho. Faz parte da guerra dos sexos. Cara que não pode ver um rabo de saia é galinha e cara que não toma uma atitude com mulher é bundão. Sempre estamos rotulando, porque sempre queremos o meio termo, sem, no entanto, conseguirmos especificar qual seja. E da mesma forma somos rotuladas. Se transamos de primeira somos vadias; se demoramos a transar estamos fazendo tipo – ou somos frígidas.
Toda feminista que se preza costuma dividir a categoria homens em cachorros ou bundões e não aceita se submeter à divisão que eles fazem da categoria feminina, se diz não estar nem aí pras convenções, que vai dar quando estiver afim, seja esse quando de primeira ou depois de meses, e o cara que pense o que quiser, pois ela não está preocupada... Aham....
Toda feminista que se preze também abomina mulheres que ficam correndo atrás dos caras, se humilhando e lustrando o ego do indivíduo com bajulações mil, se sujeitando a qualquer coisa por migalhas de atenção, mandando sms com convitinhos, declarações de amor no Orkut, “bom dia, boa tarde e boa noite”no MSN e tantas outras pagações de pau para um cara que obviamente não está mais (ou nunca esteve) afim, já que nunca responde. Por causa de espírito tão crítico, a feminista tem pavor de se tornar uma dessas deploráveis criaturinhas e, na sanha de não ser também uma versão de Amélia da atualidade, acaba comprovando a tese dos homens de que toda mulher tem algo em comum, que é encanar e cobrar sempre.
A feminista tem medo de ser feita de boba por algum homem safado, por isso sempre acha que está sendo feita. Quer passar a imagem de bem resolvida e desencanada, mas encana quando o cara não liga, não quer ficar de novo ou só quer ficar sem namorar tanto quanto a “neoamélia”. A reação é que é diferente. A neoamélia corre atrás do cara para insistir e bajular. A feminista “desencanada” corre atrás pra brigar e se vingar. Uma não liga de ser publicamente feita de boba; a outra quer provar ao mundo que ninguém a faz de boba. No fim das contas, as duas são bobas. E chatas.
Eu sempre fui do tipo que criticava todos os homens e as mulheres do tipo neoamélia, que ficam correndo atrás de um cara mesmo depois de ele ter ficado com outra na sua frente e dando para a sua própria auto estima a desculpa de que a atitude do cara foi uma prova de amor, já que foi pra fazer ciúmes, rs. Mas, com medo de cair nessa armadilha, eu já caí justamente na outra. Se não pecamos pela falta de orgulho, pecamos pelo excesso. Disso tenho vergonha.
Hoje julgo que aprendi. Talvez na verdade não tenha aprendido nada e apenas esteja assim tão “lúcida” por estar em um momento da vida em que não estou sendo posta a prova. Mas nesse momento em que, por isso (e talvez só por isso) eu estou conseguindo ver as coisas de forma mais racional, percebo que, se para mim, como amiga, tem sido tão cansativo ouvir de forma recorrente de amigas todas essas neuroses de “se ele ligou”, “se ele não ligou” e suas derivadas teorias da conspiração, imagino que os homens devam ficar ainda mais cansados de terem de conviver o tempo todo com isso.
As mulheres estão sempre buscando o porquê de tudo. Se é sim, por que sim? Se é não, por que não? Se o cara ligou, será que é por que ele quer algo sério ou só porque você é uma transa garantida? Aí é um tal de: será que eu vou? E se o cara não ligou? Aí lá vem o: será que ligo pra ele?
Eu não agüento mais ter de ouvir esse tipo de pergunta e, pior, ter de dar uma resposta que na verdade eu não tenho. As respostas só vêm com o tempo, conforme se desenrola a coisa, conforme vamos vivendo. Gostemos ou não da resposta, no fim ela sempre virá. Então de que adianta encanar? E encher as amigas de perguntas? E encher o saco do cara?
Eu não sei as respostas. E estou começando a ficar cansada das perguntas.
As companheiras de categoria que me desculmpem, mas, se eu fosse homem, eu seria gay.  

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Feliz Pós Natal e Próspero Pré Ano Novo

Conforme já alertado no bizarro post inicial, este blog será emocionalmente bem eclético.
Essa época pede - eu diria até EXIGE - que o sentimento a ser sentido seja o de felicidade... Faz umas duas semanas que tenho ouvido "Feliz Natal" e "Feliz Ano Novo".
A meensagem é seja feliz. E faça compras! Aliás, a mensagem é que ser feliz e fazer compras estão intrinsecamente ligados. Todos se sentem na obrigação de serem felizes e de esbanjarem nessa época do ano. É presente, é caixinha, é confraternização com os colegas de trabalho, com a família, etc.
Por isso, não estranhamente numa época tão feliz tantas pessoas ficam tristes, aquelas que não podem ser ou fazer o que nesse momento elas têm que ser e fazer.
Não, este não é o meu caso. Este não será um post deprimido. Tambéem não é, embora pareça, um post rabugento. A idéia não era falar mal do Natal, porém eu não pude me conter, rs. Vim aqui disposta a fazer um post reflexivo e filosófico, a partir do gancho "o Natal deixa as pessoas mais melancólicas e nostálgicas" e veja só onde fui parar! Tudo porque a época me faz lembrar que não me conformo com comportamento de manada... Todo mundo faz porque todo mundo faz.
Todo ano todo mundo diz as mesmas coisas. Um interlecutor diz "feliz Natal e um Ano Novo com muita amor, paz, saúde, dinheiro, realizações, etc etc, etc" - nossa, todo mundo quer tudo! - e o outro responde "para você também", da mesma forma que todo dia dizemos para alguém "Oi, tudo bem?", sem esperar qualquer resposta diferente de "Tudo. E você?" (coisa que não vale para minha mãe, a qual ignora que a pergunta seja retórica e explana detalhadamente sobre seu estado de saúde). Enfim, o que eu quero dizer é que a coisa é automática, portanto desprovida de sentido, de essêencia.
Por isso tenho dificuldades em fazer... Acabo me restringindo a responder um "muito obrigada" e aí, mesmo tendo dito obrigada, sou considerada mal educada, rs.
Ok, voces devem estar me chamando de rabugenta, ou, no mínimo, de recalcada. Por isso citarei uma historinha para tentar me fazer "entendível":
Uma amiga do trabalho comentou comigo uma semana antes do Natal que ela e os pais já haviam trocado os presentes entre si, pois viajariam no dia do natal e não faria sentido levar os presentes até o lugar e depois os trazer de volta. Até aí tudo bem, racional e prático.
Entretanto, além do adiantamento de presente, este já era conhecido de cada um dos presenteados antes mesmo de se abrirem as embalagens, já que cada um disse ao outro o que quereria ganhar.
Portanto, eu lhes pergunto: por que embalar? Por que entregar dizendo feliz Natal? Aliás, se um diz para o outro o que quer ganhar, por que todo esse trabalho de um troca troca e de um ir procurar e pagar o que o outro quer? Não é mais fácil então cada um ir logo comprar para si o que quer?
Eu mesma tive de ir comprar o presente que minha mãe me daria no Natal. Tive de seguir todo o protocolo de embalar, colocar embaixxo da árvore de Natal, abrir só no dia, dando abraço e blá blá blá...
Eu lhes pergunto: qual o sentido disso tudo?
Nós servidores públicos somos pejorativamente chamados de burocratas, entretanto, meus amigos, voces são burrocratas, a sociedade é burocrática. A sociedade segue sempre um protocolo, a sociedade prioriza a forma sobre a essência. A mensagem é: faça isso. Não importa o sentido. Ou melhor, não importa que não tenha sentido.
Você tem que dizer feliz Natal e Próspero Ano Novo. E você tem que estar feliz nesses dias. Tem que estar em família, ou ao menos em grupo, porque, se estiver vivendo um dia comum nesses dias isso será considerado triste e você ficará realmente triste, por não ter conseguiu fazer o que a sociedade disse que tinha que ser feito.
E não, este post não era para falar mal do Natal. Mas calhou.
Então, para provar que não sou ranzinza, agora só me resta dizer Feliz Pós Natal (uuufa, essa parte já acabou) e Feliz Pré Ano Novo (uuuuufa, essa parte ainda não chegou)!

Bom, pelo menos o metrô fica vazio nessa época!
( Até porque, além do 1 milhão de paulistas que a essas horas está sobrecarregando os esgotos das cidadezinhas praianas, o número de usuários do metrô deve ter caído um pouquinho, já que algum deles, deprimidos pelo Natal, todo ano, nessa época, resolvem se jogar na linha do trem... rs.)

Tá booom, eu páro!  :)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010