Lula lá brilha uma estrela... Lula lá com toda certeza...
É, com toda certeza alguma estrela brilha pro Lula, tanto que o cara saiu do sertão de Pernambuco pra mais que subir na vida, pra subir a rampa do Planalto! E agora sua estrelinha petista vai brilhar lá no Oscar!
Imaginem só até onde isso pode chegar: uma estrelinha na calçada da fama de uma mão com quatro dedinhos de um cara gordinho que gosta de beber e que não é o Homer Simpson!
Sim, meus amigos, este post versa sobre o filme "Lula - O Filho do Brasil" que, quer achemos que por marmelada ou não, se tornou nossa indicação ao Oscar.
Não sei se o filme venceu a votação para indicação ao Oscar, de modo "tão unânime", com a forcinha de um mensalão cinematográfico ou se foi por força de não haver algo melhor a se indicar, pois, de todos os demais concorrentes, só assisti Nosso Lar e Chico Xavier.
Nosso Lar pareceu-me mais preocupado com os efeitos especiais do que com o enredo em si, o que até aí não é tão ruim para um Oscar afinal, mas o problema é que deixou a história tão subentendida que eu creio que quem não seja da doutrina espírita ou já não tenha tido contato com o livro que dá nome ao filme não consegue entendê-lo bem.
Chico Xavier, a meu ver, está no mesmo nível que Lula - O Filho do Brasil, ambos no limiar entre a categoria filme e a documentário. Pensando extrritamente na estrutura do filme, acho que ambos têm o mesmo nível de qualidade e tanto faria indicar um como o outro, porém convenhamos que o impacto de um filme que conta a tragetória de um garoto pobre do sertão que virou presidente de um país emergentee, eleito e reeleito por voto popular, é bem mais hollywoodiano do que o de um católico que se tornou espírita, abdicou dos bens materiais e viveu na caridade. O cara que saiu da pobreza para a fama internacional tem bem mais cara de tapete vermelho!
Embora o filme mostre a tragetória de Lula desde o seu nascimento até o ano de 1980 e o coloque como uma espécie de herói sindical, o que inegavelmente ele se tornou (gostemos dele e de seu governo ou não, fato é que ele tem um baita de um carisma), para mim o filme pareceu centrar-se mais na mãe do Lula, dona Lindu, do que nele próprio, tanto que a película acaba no ano em que ela falece. Ficou em mim a sensação de que a personagem central da trama era na verdade ela. E a mensagem de que foi ela quem inspirou o filho.
Portanto, ainda que o filme mostre como o Lula era gente boa e tinha grande habilidade política, mesmo tendo entrado na política sindical mais pelo próprio destino do que por vontade, já que o que ele queria mesmo era ajudar aos trabalhadores, não achei o filme propaganda política de fato, coisa do que muitos o acusaram.
Propaganda política teria sido - e eu pensei que seria - se o filme tivesse mostrado a tragetória política do Lula, desde a fundação de um partido voltado para os pobres e explorados trabalhadores (ai, que lindo!), passando pela sua derrota para o Collor playboyzinho na eleição de 1989, com uma boa ajuda de certos canais de tv que editavam debates antes de colocar no ar e faziam o Lula parecer um loucão, até a sua vitória em 2002 e a sua aprovação consagrada pela reeleição em 2006. Isso sim seria propaganda política, mostrando o quanto os opositores políticos usavam de artifícios sórdidos na campanha e o quanto ele era heróico em resistir, persistir e então vencer. E isso, meus amigos, seria bem mais hollywoodiano. Isso sim teria chances de ganhar um oscar.
O que o filme mostra (ou pelo menos o que eu vi nele) foi a força da dona Lindu e como a coragem que determinou as escolhas dela possibilitou que o filho pudesse chegar onde chegou. Mostra também o quanto o Lula tem, o que é indiscutível e bastante interessante, aliás, habilidade para conquistar as massas.
O interessante também, a meu ver, é que o filme deixa bem claro que o Lula não é e nuncaa foi socialista e muito menos comunista e nem opositor da ditadura. A luta dele não era para derrubar o regime e nem para mudar o sistema. Acho isso interessante porque foi sempre o modo como eu vi o Lula e razão pela qual eu nunca entendi a profunda decepção de alguns petistas ao não verem um posicionamento mais socialista do governo ascender após 2002... Nunca entendi porque tinham essa espectativa sobre o Lula.
Por falar em espectativas, não posso dizer que o filme tenha superado às minhas, assim como não ficou aquém. A meu ver é um filme interessante de se ver - embora eu achasse que seria mais se tratasse da parte efetivamente política da vida do cara -, bem feito, bem estruturado e com bons atores.
Creio que não ganharemos o Oscar... Mas, pelo menos, con siderando que a indicação da Argentina é o "Abutres", acho que nossos hermanos também não!
E que bom que o Lula deixxou pro Zé Padilha tratar a parte política de sua vida em um filme! Certamente ele fará muito melhor e muito mais ácido, a julgar já pela ótima e irônica escolha do título - Nunca Antes na História Desse País. Aí teremos efetivamente um mensalão cinematográfico!
E Tropa de Elite 2 sim mereceria nos representar no Oscar!
Tá bom, eu assisto... jura que não precisa de antiemético? Ufa!
ResponderExcluirNão, não precisa.
ResponderExcluirTambém não chega a ser estasiante, rs.
Se te anima, o ator que interpreta o Lula é bom, ficou bem parecido com ele, principalemnte no jeito de falar... Ok, não sei se isso anima alguém... Para falar a verdade, aquela lingua presa já estava me irritando um pouco, rs.
Na minha opinião a história do Lula daria um bom filme, mas não é o caso desse. Achei fraco de modo geral, a atuação da Glória Pires não convence e são poucas as vezes que o filme empolga de verdade. Acho difícil que seja selecionado para concorrer ao Oscar. Eu esperava mais...
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