domingo, 3 de julho de 2011

A Última Bolacha do Pacote

Sabadão de noite e eu aqui em casa, desocupada, então, como diz o ditado, "cabeça vazia é oficina do diabo", ponho-me a pensar em o que de interessante fazer na net... Pirmeira coisa é olhar o Facebook, afinal eu, que tanto o odiava, devido ao apego ao Orkut, acabei cedendo ao apelo da sociedade e agora estou completamente fanática! "Água mole em pedra dura, tanto bate, até que fura".
Mas, como é sabadão, não há quase ninguém online. E quem na net está me vem perguntar o que uma moça solteira e bonita (?) que mora em Sampa faz em casa num sábado a noite...  Pois é, o que faria eu em casa e na net? Postar no blog, claro!!!! Mas postar sobre o quê??? Não há nada o que se dizer sobre estar em casa num sábado à noite... Bom, talvez reclamar da programação da TV...
Daí fiquei pensando sobre tudo o que já escrevi por aqui e então percebi que quase sempre me valho de algum dito popular. Muitas vezes não sei nem se os utilizo em contexto apropriado... Mas garanto a voces que reflito muito e profundamente sobre o significado de cada um deles. O problema é que, quando filosófo sobre eles, é comum chegar a uma lógica de significado completamente diferente da convencionada.
Um típico exemplo disso é a expressão "se acha a última bolacha do pacote", que é usada para descrever pessoas que estão se achando irresistíveis. Por que ser a última bolacha seria assim tão bom? Para mim, isso nunca fez sentido! A última bolacha é a que sobrou!!! A que ficou por lá sabe-se por quanto tempo e que talvez até já esteja murcha... Veio um fulano esfomeado e foi detonando o pacote de bolacha até que teve sua fome saciada e parou de comer. Portanto, a última bolacha do pacote é a que foi rejeitada! A que não foi comida por ninguém, porque o fulano não estava suficientemente desesperado de fome para a comer! E, tendo a questão da fome sido resolvida, se somente a gula não foi suficiente para estimular o ser a comer a bolacha, é porque ela não era tão gostosa assim afinal!
Bom mesmo é ser a primeira bolacha do pacote, que é a primeira a ser comida, que é aquela que ainda está novinha e crocante; aquela que tem seu sabor "superlatado" pela fome do degustador e então, por razão temporal, sempre será mais gostosa que todas as seguintes!
Pode-se até dizer que o grau de gostosura da bolacha na avaliação do degustador é decrescente à medida que decresce a fome do mesmo, sendo, portanto, menos gostosa a bolacha quanto mais próxima ela está do final do pacote e maior, pois, sua probabilidade de sobrar!
Vixe, era só o que me faltava: ficar num sábado á noite construindo uma função para avaliar a variação da gostosura de uma bolacha conforme sua localização no pacote!
O problema é que, esquivando meu pensamento do lado racional de economista e seus embasamentos matemáticos, começo a ser tomada pelo lado mais sociológico e me ponho a pensar em coisas mais abstratas e transcedentais, como que talvez a vida seja o pacote e nós sejamos as bolachas. E, neste caso, estando eu num sábado a noite em casa, talvez seja eu uma das últimas bolachas do pacote... rs. E o pior, serei eu a última bolacha do pacote sob o meu ponto de vista de interpretação! E isso é muito deprimente, rs.
Ok, bem que disseram que bolacha não é algo muito saudável... Melhor eu ir assistir TV!

P.S. Antes que alguém resolva me consolar nos comentários, quero deixar bem claro que esse post não é sério! Sério! Eu não me acho a última bolacha do pacote, nem num sentido, nem noutro. Estou lá pela metadinha da embalagem... Ainda conservo certa crocância... E quiçá nenhuma gordura trans!


3 comentários:

  1. Bom... A ideia da última bolacha do pacote é que ela aquela que apenas um único sortudo vai comer antes que todos fiquem sem bolachas. É a última bolacha antes de não existirem mais bolachas. Aos apreciadores de bolachas, a última bolacha do pacote representa o final de um glorioso episódio, em que ele se despede, com sentimento nostálgico, de um prazer gastronômico que, talvez, não seja suplantado nem pelo prazer da primeira bolacha de um eventual novo pacote.

    Puta merda, mas que raios de post foi esse, Lu?
    rsrsrsrsrssrrssr

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  2. Bom, eu escrevo posts sérios e profundos e só o Rick me dá atenção. Então resolvi escrever algo que eu sabia que despertaria a atenção (e os comentários) dos demais amigos! E funcionou! Já aconteceu até uma "mesa redonda" sobre o assunto lá no Facebook, você viu?
    O que posso eu fazer se o que meus amigos gostam mesmo é de falar merda???

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  3. Alessandro Batista da Silva
    Acabei de ler sua postagem e gostaria de propor uma segunda interpretação. Sua avaliação parte de uma avaliação egoísta ao considerar que uma pessoa vai comer um pacote de bolachas sozinha e talvez renegar a(s) última(s). Entretanto, se você considerar que o pacote será compartilhado inicialmente por mais pessoas e considerar também que o número de bolachas é inferior ao número de pessoas, a última será a mais especial, a mais disputada, pois terá um caráter único, não será mais uma entre várias outras iguais!
    Outra variável que você pode adicionar ao tema é aquele outro dito popular que "quem come a última não casa". Analizando essas e outras hipóteses você pode até fazer uma tese de mestrado de economia, algo como Teorema do Conflito da Última Bolacha do Pacote. Se você quiser ir para o campo da Filosofia você pode fazer algo como "Ser ou não ser a última bolacha do pacote."

    Luciana Gonçalez
    Não me ofenda. Ou pelo menos me ofenda com a ofensa correta! Minha avaliação não partiu de uma perspectiva egoísta, e sim gulosa! Aliás, eu falava com base na minha experiência de vida de atacar sozinha pacotes de bolacha... Mas isso não é egoísmo! É gula! São pecados distintos! Rsrsrs. Mas é isso mesmo, Alê, eu já sabia que havia mais perspectivas, só deixei-as no ar p/ fomentar as discussões em torno de tão relevante tema!
    Opa, opa, opa... Estamos falando aqui de uma nova e ampla área de pesquisa! Além dos aspectos microeconômicos e filosóficos, há os ligados à publicidade Poderemos enfim decifrar se Tostines vende mais porque é fresquinho, se é fresquinho porque vende mais ou se não é fresquinho e nem vende mais!

    Cristiana Giustino
    Gente, essa tese já começou "errada": não é bolacha, é BISCOITO!

    Alessandro Batista da Silva
    A tese começou com o ditado popular e nele é bolacha! :| A tese começou com o ditado popular e nele é bolacha! :|

    Marina Pacini
    Na verdade, biscoito é pra molhar, não pra ficar no pacote.

    Cristiana Giustino
    Pouco ouvi esse ditado na vida, mas certamente quando ouvi, ouvi biscoito no lugar de bolacha. Bolacha no Rio é o termo educado que velhinhos usam para substituir "porrada", tipo: "Vou dar uma bolacha nesse cara". rsrs

    Luciana Gonçalez
    Crixxxx Cristiana Giustino criânduo poleeemica... E Marina Pacini já querendo levar a discussão a um outro nível (mais baixo, claro)... Meninas (ou devo dizer gatrotax, Crix?), não vamos dar bolacha em ninguém e nem sair por aí molhando o biscoito! Mas, como sugeriu sabiamente Paulo Henrique, posso fazer um novo post para discutir acerca da melhor denominação: bolacha ou biscoito!

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