sábado, 1 de janeiro de 2011

Queridos leitores e leitoras...

Primeiro post do ano! Aliás, primeiro post da década! Obviamente não poderia versar sobre outra coisa que não sobre a primeira realidade com que me deparei no dia.
Considerando o efeito psicológico segundo o qual entendemos que o amanhã virou hoje só depois que dorrmimos e despertamos, o primeiro acontecimento do meu primeiro dia do ano deu-se lá pelas duas da tarde, e, se tal acontecimento for um prelúdio do que me espera esse ano, amigos, estou f... ferrada.
Esquentei uma xícara de café, os restos do cuscuz de ontém, sentei de pijama no sofá, liguei a tv e... me deparei com o Sarnento, digo, Sarney cantando o hino nacional!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sim, era a posse da Dilma. Mas não foi isso que me estarreceu. O problema era o Sarney cantando o hino... Bom, a rigor ele estar ali já é um problema. Se ele não fosse presidente do Senado, não estaria lá no Congresso fazendo tal stand up comedy. Mas Sarney cantando o hino? Pátria amada? Creio que o humor teria sido mais leve se houvessem chamado o Suplicy pra tanto.
Quanto ao discurso da Dilma, embora ela tenha falado a bessa, não há muito o que dizer. Mais do mesmo; voces sabem. Se o governo cumprir tudo o que ali foi dito, pode-se dizer que para todos brasileiros virará realidade tudo o que eles têm houvido nas últimas semanas... Todos terão um 2011 com muita paz, saúde, dinheiro, felicidade, sucesso, realizações de sonhos, etc e tal.
Aliás, brasileiros não; queridos brasileiros e brasileiras. É assim que seremos chamados daqui por diante e por pelo menos quatro anos, portanto, acostumem-se.
Pelo menos já estamos vendo um toque feminino no poder... Agora somos meigamente (sem analogias à "Megamente", hehe) chamados de queridos. Pena que, ao contrário do dito e redito tantas vezes ao longo do longo discurso, Dilma não priorrizou as mulheres no vocativo... Poderiamos bem ser "queridos brasileiras e brasileiros", ou "queridas brasileiras e brasileiros", mas mantenhamos o machismo da regência da língua portuguesa!
Engraçado que já havíamos sido chamados assim de queridos antes, uma única vez, no último pronunciamento do presidente Lula, o qual assisti no blog do Planalto (sim, isso existe). Notem como ocorre mesmo uma fase de transição entre governos, rs.
Bom, o importante mesmo é que agora somos queridos... Ou alguns brasileiros e brasileiras são queridos de Dilma, pelo menos. Antes disso éramos "companheiros e companheiras". Ou achamos que éramos... Talvez o discurso não fosse para todos, e sim para aqueles que eram os companheiros e companheiras sabe-se lá de quê, rs. (Não podemos esquecer também que já houve presidente que discursava descaradamente apenas para a gente dele - "minha gente").
O triste disso tudo, minha gente, é que já haviamos sido aclamados por diversas vezes como "brasileiros e brasileiras", não queridos naquele caso, pelo senhor que hoje presidia o Senado e cantarolava o hino. Há anos ele estava lá e lá continua. Já se pode dizer brasiliense e não mais maranhense (graças a esses últimos), independentemente de seus atos secretos e, o que é pior, dos revelados.


P.S. Para quem curte uma propagandinha governamental ou quer dar uma afagada no ufanismo, segue o link do blog do Planalto:
http://blog.planalto.gov.br/

Dêem uma bizolhadinha no blog. Faz ter pensamentos divertidos...
No último pronunciamento do Lulão ficamos com a frase "Saio do governo para viver a vida das ruas"... Pensei que ele faria uma adaptação à célebre frase de GV, se saindo com um "Saio do Governo para entrar na história", pois, afinal de contas, "nunca antes na história desse país" tantas coisas...
Há também no blog os "bastidores" da cerimônia da posse de Dilma.
Fernanda Takai, que participou da cerimônica (puxa, poderiam ter pedido pra ela cantar o hino!), em alusão ao seu livro "Nunca subestimem uma mulherzinha", disse da nossa nova presidenta "Nunca subestimem uma mulherzona"... Mulherzona??? Rs.
Enfim, divirtam-se e informem-se!

2 comentários:

  1. Você não reparou qeu a Dilma está um pouqiunho acima do peso? Talvez tenha vindo daí o "mulherzona". Vai saber...

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  2. Eu ficaria mais feliz se a inspiração getuliana do discurso do Lula fosse integral!

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