Engraçado os brasileiros terem fama de serem um poco alegre e descontraído, pois, comparando com o quee tenho visto por aqui, os brasileiros são recalcados, isso sim! Não que eu seja uma especialista em Europa, mas do pouco que vi as pessoas aqui parecem bem mais espontâneas e abertas à interação.
Claro que isso é particularmente mais evidente nos italianos. Só o episódio que contei no outro post, quando as pessoas da confraternização que invadimos nos incorrporaram a sua festa já mostra isso. (Aliás, esqueci de contar quee fizemos um trenzzinho no restaurante e, sob o comando do próprio dono do estabelecimento, fomos dançarr na cozinha, daí os copzinheiros começaram a dançar também, rs).
Mas mesmo em Paris, onde as pessoas não são lá muito abertas ccomo os italianos ou gentis como os madrilenhos, eu vi um pessoal bem mais desinibido que no Brasil, e sem maldade.
Fomos a uma balada parisiense. na verdade é um local chamado Favela Chique, cujo dono é um brasileiro. O local toca vários tipos de música, algumas delas brasileiras. Mas o que me espantou na balada não foi saber o sucesso que nossas canções tupiniquins faziam por aqui, e sim ver o modo muito animado e livre como oszoropeus dançam. Aos olhos de nós, recalcados brasileiros, pareceu em princípio uma tremenda baixaria bissexual, rs. Era homem dançando com homem, mulher com mulher, homem com mulher, todo mundo se requebrando, rebolando até o chão, dançando em cima da mesa (sim, e não eram poucos, na verdade era a maioria), se encoxando... No começo tive vontade de ssair correndo, achando aquilo lá um grandde surubão multissexual! Temi por minha integridade física, rs.
Mas a maldade, meus amigos, está mesmo nos olhos de quem vê. Apesar de toda essa aparente loucura, as pessoas aqui são bem mais respeitadoras do que as nas baladas brasileiras. Fizemos amizade com um grupo de pessoas, conversamos em francês, inglês, espanhol e português, tudo misturado, com homem, com mulher, e saímos totalmente ilesas no fim da noite, sem ter que enfrentar qualquer xaveco imbecil ou se esquivar de passadas de mã ou tentativas de beijo forçado, como acontece nas baladas de nossa terrinha natal.
Aquele banddo de depravados subindo na mesa e dançando de modo extremamente rebolativo era na verdade só um bando de pessoas sem nenhum recalque para se divertir.
No fim das contas nós dançamos em cima da mesa também! E foi muito engraçado!
Gente, os zoropeus são todos doidões! Confesso que essas coisas me assustam um tiquinho, mas me parece mais saudável do que todo nosso falso moralismo.
Só de imaginar a cena de um trenzinho na cozinha já me fez rir. Também deve ter sido engraçado, ou pelo menos estranho, ver um monte de gente dançando em cima das mesas hahaha
ResponderExcluir